Ética da Inteligência Artificial: desafios e impactos sociais e culturais
Análise dos principais desafios éticos da IA (viés algorítmico, transparência e privacidade) e seus impactos na sociedade e na cultura digital, com ênfase na necessidade de regulamentação e inclusão digital para um desenvolvimento responsável.
Autores: Felipe Jovino dos Santos
Local de publicação: Lagarto, SE, Brasil
ISSN: 2594-5378
Resumo
A inteligência artificial (IA) tem remodelado a sociedade, influenciando cultura, mercado de trabalho e direitos individuais. Este artigo analisa desafios éticos da IA, abordando viés algorítmico, transparência e privacidade. Também discute impactos na criatividade e na curadoria de conteúdo, destacando a necessidade de regulamentação ética e inclusão digital.
Abstract
Artificial intelligence (AI) has reshaped society, influencing culture, labor markets, and individual rights. This paper analyzes AI's ethical challenges, addressing issues such as algorithmic bias, transparency, and privacy. It also discusses AI’s impact on creativity and content curation, emphasizing the need for ethical regulation and digital inclusion for responsible technology development.
Sobre o autor
“Felipe Jovino é bacharel em Sistemas de Informação pelo Instituto Federal de Sergipe, pesquisador em IA e sistemas embarcados. Atua no LABIC com projetos em aprendizado de máquina e eletrônica, participou da Mostra Nacional de Robótica 2023 e 2024 e publicou estudos sobre acesso à tecnologia. Seu foco é a interseção entre computação e inovação.”
Introdução
O texto contextualiza o avanço recente da IA como força transformadora não apenas em processos industriais e comerciais, mas também nas interações sociais, culturais e éticas. A discussão é guiada pela necessidade de compreender implicações éticas do desenvolvimento e da aplicação de IA na sociedade contemporânea.
Justificativa
A justificativa enfatiza preocupações com privacidade, autonomia e justiça: algoritmos podem refletir e ampliar estigmas sociais, e a opacidade de certos sistemas dificulta entender decisões automatizadas. O artigo reforça a urgência de transparência, responsabilidade e dados de treinamento mais diversos e representativos.
São citados exemplos recorrentes como vieses em reconhecimento facial e impactos discriminatórios em seleção de candidatos, apontando para a necessidade de sistemas mais equitativos e auditáveis.
Objetivo do artigo
Analisar os principais desafios éticos relacionados à IA e discutir impactos em estruturas sociais e culturais. O texto busca mostrar como a IA pode tanto reforçar desigualdades quanto apoiar inclusão e justiça social, e propõe diretrizes e recomendações alinhadas a valores éticos e direitos humanos.
Metodologia
Revisão de literatura com artigos acadêmicos, relatórios institucionais e documentos normativos sobre ética em IA, incluindo análise de estudos de caso sobre riscos e oportunidades. Considera frameworks internacionais, com destaque para a Recomendação da UNESCO sobre Ética da IA (2021).
A ética da IA: conceitos e desafios
O desenvolvimento aborda viés algorítmico, transparência (explicabilidade das decisões) e responsabilidade por falhas/danos. Também discute dilemas na saúde: proteção de dados sensíveis, confiança em decisões automatizadas e atribuição de culpa em caso de erro.
O texto reconhece divergências filosóficas sobre a possibilidade de “ética própria” em sistemas autônomos, contrapondo a visão de que a ética deve refletir valores humanos à ideia de incorporar princípios éticos às máquinas.
IA e sociedade: impactos positivos e negativos
O artigo contrapõe ganhos (ex.: diagnósticos e tratamentos mais precisos) a riscos como automação e substituição de empregos, com potencial aumento de desigualdades. Debate também vigilância, reconhecimento facial e práticas invasivas, reforçando a necessidade de regulamentação e transparência.
IA e cultura: criatividade ou ameaça?
Na cultura, a IA é apresentada como ferramenta capaz de gerar arte, música e texto, ao mesmo tempo em que levanta debates sobre originalidade, autoria e risco de homogeneização cultural. O artigo também discute curadoria algorítmica e como ela pode moldar preferências e limitar diversidade cultural.
No campo educacional, a IA aparece como possibilidade de personalização do aprendizado, mas com atenção a privacidade de dados de estudantes e riscos de redução da interação humana no ensino.
Conclusão
Conclui pela necessidade de diretrizes e regulações éticas para que o avanço da IA ocorra de forma responsável, minimizando desigualdades e protegendo direitos fundamentais. Defende tecnologias mais transparentes/explicáveis e reforça inclusão digital e alfabetização em IA como passos essenciais.
Links
Leitura completa: https://allrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Revista-da-Academia-Lagartense-de-Letras-no-16-2025.pdf
Download: https://drive.google.com/file/d/18OWigM6l6Yp3OLtqUIAnOpD_Lx0oNdsT/view?usp=sharing